Sobre polimorfismos cromossômicos
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Sistemas cromossômicos sexuais

       

Muitos organismos não têm cromossomos sexuais diferenciados e fatores ambientais podem ser importantes na determinação do sexo, tais como hormônios (alguns peixes), temperatura (Quelonia, Crocodilia e outros répteis) e idade (molusco marinho Crepidula fornicata). Entretanto, não há dúvidas de que exista um componente genético na diferenciação sexual destes organismos.

A tabela abaixo resume os exemplos acerca dos organismos que apresentam sistemas cromossômicos sexuais.

 

SistemaMachosFêmeasExemplos
XX/XYXYXXMaioria dos mamíferos; muitos insetos; alguns peixes; algumas plantas
XX/X0X0XXGafanhotos e muitos outros insetos; nematóides
X1X1X2X2/X1X2YX1X2YX1X1X2X2Certos mamíferos, insetos, aranhas e peixes
XX/XY1Y2XY1Y2XXCertos mamíferos, insetos, aranhas e peixes
ZZ/ZWZZZWAves; alguns répteis; Lepidoptera; alguns peixes
ZZ/ZW1W2ZZZW1W2Certos peixes

 

Polimorfismos cromossômicos

       

As variações cromossômicas não programadas podem ser desvantajosas, neutras ou vantajosas para o indivíduo. As desvantajosas são eliminadas da população, enquanto as neutras ou vantajosas permanecem, contribuindo para a variação cariotípica natural das espécies. Quando tais variações estão em uma freqüência considerável dentro de uma população, são chamadas de polimorfismos.

       

Entre os vegetais pode-se destacar os casos de aneuploidias no gênero Datura e Claytonia; fissões/fusões cêntricas em Nigella doerfleri, Crocus minimus, entre muitos outros exemplos; além de casos de poliploidias bastante freqüentes, sendo estes rearranjos responsáveis pela especiação em diversos grupos, como no caso do café, milho, trigo, entre outros.

       

Entre os animais, inúmeros casos de variações cariotípicas em populações naturais já foram registrados, envolvendo diferentes tipos de rearranjos. Akodon cursor (Muridae, Sigmodontinae), por exemplo, é uma espécie de roedor de nossa fauna que se destaca por uma grande diversidade cariotípica. Polimorfismos Robertsonianos parecem ser os responsáveis por diversos casos de variação cariotípica numérica, como em Crocidura attenuata (Mammalia, Insectivora) e Oryzomys subflavus (Rodentia, Cricetidae).

       

No gênero Drosophila, inversões são freqüentemente encontradas e muitas vezes são marcadoras específicas, auxiliando na identificação de espécies crípticas.

       

Entre os peixes também são conhecidos casos de variações cromossômicas em populações naturais, onde fissões e fusões cêntricas, inversões e presença de cromossomos supranumerários parecem ser os eventos mais freqüentes, seguidos por alguns casos de poliploidia.

       

Outro tipo bastante freqüente de polimorfismos cromossômicos se refere aos cromossomos B. Estes são cromossomos adicionais dispensáveis do cariótipo normal da espécie, estando presentes em alguns indivíduos da população. Estudos sobre sua origem, função e evolução são cada vez mais comuns. Estão presentes em diversos organismos, como em milho, gafanhotos e peixes.

       

Em humanos as variações cromossômicas normalmente culminam em patologias, como a Síndrome de Down, Síndrome de Turner, entre outras. Aneuploidias como trissomias e monossomias são mais freqüentes, assim como deleções e duplicações. Alguns casos, como triploidias, são bastante associados com abortos e natimortos.


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